Plataforma gratuita amplia acesso à capacitação e fortalece ...
Empreender exige atualização constante, mas nem sempre os donos de pequenos negócios conseguem conciliar a rotina da empresa com longas jornadas...
Carregando...
Ter o próprio negócio deixou de ser apenas uma alternativa de renda e se firmou como um projeto de vida no Brasil. Em 2025, o empreendedorismo foi o sonho que mais cresceu entre todos os pesquisados pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), superando desejos tradicionalmente ligados à estabilidade e ao consumo, como viajar, comprar um carro ou seguir carreira no setor público.
Pela primeira vez em treze anos de levantamento, “ter o próprio negócio” foi o item que mais avançou no ranking de aspirações do brasileiro. O desejo saltou de 34% para 40% da população adulta em apenas um ano, alta de seis pontos percentuais, a maior entre os onze sonhos analisados. Com isso, o empreendedorismo retornou à segunda posição entre os principais sonhos do país, atrás apenas da casa própria, e passou a mobilizar 42,5 milhões de pessoas.
Os dados sugerem uma transformação no perfil do empreendedorismo nacional. Em 2017, apenas 18% da população citava ter o próprio negócio entre os principais sonhos, num período de forte recessão em que muitos empreendiam pressionados pela falta de emprego. Em 2020, durante a pandemia, o índice disparou para 59%, em meio à instabilidade econômica e à necessidade de gerar renda de imediato.
O cenário de 2025 é outro. Com o mercado de trabalho mais aquecido, muda também a motivação de quem decide empreender. A parcela de brasileiros que abrem um negócio porque “os empregos são escassos” caiu para 71%, o menor patamar de toda a série histórica. Ao mesmo tempo, ganharam força motivações como construção de patrimônio, independência financeira e continuidade familiar.
O empreendedorismo brasileiro segue concentrado nas faixas de renda média e baixa: entre os novos empreendedores, 74% têm ensino médio ou escolaridade menor, e mais da metade vive com até três salários mínimos. Chama atenção o avanço dos empreendedores acima dos 45 anos, que hoje respondem por 33,7% de quem iniciou negócios recentemente, a maior participação já registrada pela pesquisa.
O movimento indica a entrada crescente de profissionais mais experientes, muitos migrando do mercado formal em busca de autonomia e novos projetos. A participação feminina, porém, recuou: as mulheres representam 39,5% dos empreendedores iniciais, o menor percentual desde 2003, sinal de que o avanço ainda não é uniforme entre homens e mulheres.
Apesar do cenário mais favorável, os entraves seguem conhecidos: dificuldade de acesso ao crédito para empresas em estágio inicial, custos e burocracia para entrar no mercado, acesso limitado a tecnologia de ponta e fragilidade da educação empreendedora no ensino fundamental e médio.
Esses fatores ajudam a explicar por que, mesmo com o desejo de empreender em alta, a taxa total de empreendedorismo recuou de 33,4% para 31,6% em 2025. Na prática, o país ainda produz mais vontade de empreender do que condições concretas para transformar esse desejo em empresas sustentáveis.
Fonte: Com informações de Agência Sebrae
Empreender exige atualização constante, mas nem sempre os donos de pequenos negócios conseguem conciliar a rotina da empresa com longas jornadas...
Ter o próprio negócio deixou de ser apenas uma alternativa de renda e se firmou como um projeto de vida no Brasil. Em 2025, o empreendedorismo foi o...
A Receita Federal divulgou na última quinta-feira (16) a nova classificação trimestral do Programa Receita Sintonia, calculada com base nas informações...
Uma nota fiscal cancelada que continua registrada na escrituração, um rendimento financeiro que deixou de ser informado ou uma divergência entre...